segunda-feira, 19 de setembro de 2011

“Estou apto à assumir o cargo”, diz pré-candidato a Prefeitura de São João da Barra, Alexandre Rosa


Alexandre Rosa (PPS) é secretário de Turismo e vereador licenciado de São João da Barra. Após ter ido para a oposição e voltado para a situação, ele garante que “nunca esteve em outro palanque a não ser o da prefeita Carla Machado (PMDB)”. Indagado sobre quem seria seu adversário mais forte, Rosa preferiu não citar nomes e disse estar pronto para enfrentar qualquer um deles. Para ele, os momentos polêmicos, como o soco que levou do companheiro de partido, Zezinho Camarão, fez com que a população ficasse ao seu lado e é com esse pensamento — e sem se comprometer ou fazer ataques — que Alexandre Rosa espera o resultado da pesquisa que definirá quem será o candidato à sucessão municipal. Veja entrevista feita pelo Jornal Folha da Manhã.

Foi bom renovar os ares políticos mudando da Câmara de Vereadores para a secretaria de Turismo, já que o Legislativo de São João da Barra passou por momentos conturbados?
Alexandre Rosa – Apesar do pouco tempo tem sido muito boa a experiência a frente da secretaria de Turismo, já que gosto muito da parte administrativa e sempre estive envolvido nestes tipos demovimentos: culturais, religiosos, eventos, entre outros. Além de dedicado, sou apaixonadopelas coisas de nossa terra. Por isso, agradeço à prefeita por me confiar esta pasta tãoimportante em seu governo.

Sua pasta é considerada importante para o município. Entretanto, São João da Barra parece não estar voltado para o Turismo, que realmente toma conta da cidade apenas no verão. Quais as metas da secretaria para mudar esse quadro? Pretende sair do esquema “shows e Carnaval”, colocando o município em outras direções? Quais nichos do Turismo podem ser explorados em São João da Barra?
Alexandre Rosa – Entendo que cerca de 60% da secretaria de Turismo estará voltada para eventos, mas não podemos deixar de explorar outros potenciais turísticos que o município tem. Como exemplo cito a nossa vocação para emplementarmos o turismo religioso. Nossa culinária é diversa e o turismo gastronômico faz parte de nosso projeto. São muitos os prédios históricos e boa parte restaurados pela prefeita Carla Machado, além das instituições culturais que revelam talentosem vários setores e cada vez mais se torna necessário que seja ressaltado o turismo históricoe cultural. O turismo rural é outro nicho a ser explorado; agropecuária e cultivo de muitos produtos são outros potenciais que temos. Deus nos presenteou com belezas naturais, praias, lagoas, rios, dunas, manguezais, que são propícios para a prática do ecotu-rismo, sem contar que com todos os empreendimentos que estão chegando poderemos desenvolver o turismo de negócios. Não podemos esquecer que São João da Barra é cidade adequada para a prática de várias modalidades de esportes, o que desponta no turismo esportivo.

Se essa mudança no Turismo não se consolidar, acha que a população pode encarar como um trabalho mal feito e rejeitá-lo numa possível campanha para prefeito?
Alexandre Rosa– Darei o melhor de mim e acredito que quando fazemos as coisas com amor, tudo tende a dar certo. Assim que o farei e o julgamento ficará por parte da população, mas com certeza é uma grande oportunidade de mostrar competência para possível crescimento político.

Você era aliado da prefeita Carla Machado (PMDB), foi eleito no palanque junto com ela, depois rompeu e acabou voltando para o lado dela. O que causou essas constantes mudanças? O que fez você mudar sua visão sobre a prefeita quando abandonou a oposição?
Alexandre Rosa – Iniciei minha carreira política ao lado da prefeita e fomos eleitos juntos no mesmo palanque, em 2004 e 2008. Quando fui eleito presidente da câmara, não foi para colocar barreiras entre os poderes, pelo contrário, busquei um espaço político que era um direito meu, mas sempre tentando um diálogo mesmo que fosse institucional. Em determinados momentos conseguimos, mas as ideias divergiam muito dentro do então intitulado G-5 e muitas vezes fui voto vencido e tenho pessoas testemunhas disso. E tem coisas na vida que acontecem que nos fazem amadurecer e esse amadurecimento faz hoje com que a minha relação com a prefeita seja melhor do que no nosso passado.

Suas mudanças levaram o vereador Camarão (PPS) a agredi-lo durante uma sessão. Está arrependido de alguma decisão que tomou?
Alexandre Rosa – Não me arrependo. Pelo contrário, tenho hoje por parte da população o resgate da confiança e carinho que sempre tive em toda minha vida e isso para mim é o bastante.

Acha que por já ter estado dos dois lados pode acabar sendo preterido por Carla e não conseguir voltar para o grupo da oposição, tendo que amargar um isolamento político?
Alexandre Rosa – Primeiro que nunca estive em outro palanque a não ser o da prefeita Carla Machado. Estivemos por um determinado período contrários administrativamente falando e tenho certeza que a prefeita não me isolará e se Deus quiser venceremos juntos novamente a próxima eleição.

O secretário municipal de Assistência Social, José Amaro Martins de Souza, o Neco (PMDB), tem a preferência declarada de Carla para sua sucessão. Entretanto, ela afirma que o nome será escolhido com base no resultado de uma pesquisa com o nome dele, o seu e do vereador Aluizio Siqueira(PTB) líder da bancada governista na Câmara. Você está confiante no resultado dessa pesquisa? Considera uma forma justa de escolha?
Alexandre Rosa – Acho justo e nobre por parte da prefeita não querer impor sua vontade, mas sim independente de quem seja dos três nomes, deixar que seja feita a vontade do povo e do grupo, que com certeza será a de Deus.

O seu partido conta com um vereador na oposição (Camarão) e dois na situação (Joãozinho), mas já existe alguma decisão sobre quem terá o apoio do PPS no pleito de 2012? Teme fazer um acordo agora e, futuramente, tudo mudar?

Alexandre Rosa – Teremos ainda este mês a eleição do novo diretório municipal. Vamos aguardar o resultado
das eleições.

Seus opositores Betinho Dauaire (PR) e o presidente da Câmara, Gersinho Crispim (PMDB), disseram que “seria ótimo ter Rosinha Garotinho como prefeita de São João da Barra”. O que acha dessa afirmação? Você já teve ou tem alguma relação com os Garotinho?
Acha que essa aproximação pode acontecer algum dia?

Alexandre Rosa – Pesquisas recentes mostram a aprovação da prefeita Carla Machado em São João da Barra, maior do que a prefeita Rosinha, em Campos. Então não vejo motivo para tal afirmação. Além do mais, entendo que para ser prefeito de um município é necessário ter intimidade e conviver com o povo da terra em que se vai governar. Estive uma única vez conversando com o Garotinho e não foi por mais de 10 minutos. Prefiro viver do presente que é certo não haver apossibilidade de aproximação.

Entre seus possíveis adversários nas urnas, quem você considera mais forte e difícil de ser derrotado?
Alexandre Rosa – Sendo eu o candidato, tenho certeza que terei forte discurso e que hoje o sanjoanense tem levantado como bandeira: o bairrismo. Sou raiz, sanjoanense desde o ventre da minha mãe. Tenho acumulado algumas experiências em minha trajetória, além da administrativa através dos negócios da família. Estou no meu segundo mandado de vereador, onde tenho aprendido muito de política. A presidência da Câmara me deu muita noção de administração pública. Para aderir cada vez mais conhecimento resolvi fazer o curso superior de Gestão Pública e hoje com a pasta do Turismo, se Deus quiser desen-volveirei um um bom trabalho. Na esfera municipal estarei apto a assumir o cargo maior e pronto para disputar com quem for o adversário.

Na sua avaliação, quais são seus pontos fortes como político?Caso seja o escolhido para a disputa e vença o pleito do ano que vem, você acha que seria um bom prefeito para São João da Barra? Por quê?

Alexandre Rosa – Não sou político profissional. Sempre pensamos em nos dar bem em nossa profissão e como sou comerciante é onde penso ser próspero. Já na política só penso em fazer o bem ao meu lugar e às pessoas. É o ponto alto, o ponto forte, já que o sentido da política é promover o bem comum.
A Bíblia diz: O que a mão esquerda faz, a direita não precisa saber. Porém, na política é necessário dizer para conquistar a confiança e o voto. Como disse anteriormente, sou filho de São João da Barra, minhoca da terra, meus filhos vivem aqui e meus investimentos são todos san-joanenses. O que conquistei em minha vida foi o povo de São João da Barra que me deu com a preferência no comércio da família. Me considero uma pessoa dinâmica, sensível às necessidades dos outros e me sinto preparado para os desafios que a nossa querida São João da Barra poderá enfrentar daqui por diante. Precisamos de alguém que tenha uma visão empreendedora, mas que ao mesmo tempo não deixe o nosso povo perder suas raízes e sua identidade.

Fonte: Folha da Manhã

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